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07 Jul

Histórias que transformam – Jefferson Emanuel

Disperso, desinteressado, ausente. Esse era Jefferson Emanuel quando chegou aos 11 anos de idade ao Programa Transforma, para participar de Oficinas de Artes Cênicas. O projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e Instituto Algar, realizado pelo EMCANTAR Social, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. “No início, Jefferson faltava bastante e, quando participava, era disperso”, afirma a coordenadora do EMCANTAR Social, Ana Lopez.

Por meio da experiência de quem já atendeu mais de 20 mil crianças e adolescentes em projetos regulares desenvolvidos em regiões de baixo aparelhamento social e cultural, a coordenadora do EMCANTAR Social sabia que, por trás de perfis como o de Jefferson, escondem-se medo e insegurança, sentimentos que se acolhidos de forma adequada podem se transformar.

Assim foi que em um belo dia os responsáveis pelas oficinas das quais Jefferson participava o chamaram para uma boa prosa sobre oportunidade de conhecer coisas novas, a qual foi suficiente para que o menino tímido começasse a se transmutar no adolescente participativo e determinado de hoje.

“Eu não conseguia falar em público, e nas oficinas eu desenvolvi esse meu lado, descobri o poder da oratória, o poder da fala, não somente com palavras mas também a expressão corporal, que muitas vezes diz mais do que as próprias palavras em si. Mas, definitivamente, o que mais mudou em mim foi conseguir valorizar as coisas, poder enxergar o grande nas coisas pequenas. Dali pra frente quis me motivar, estipulei metas para mim que desejava bater e venho fazendo isso até hoje”, diz Jefferson, que aprendeu a tocar percussão nas oficinas e atualmente é quem, muitas vezes, conduz a parte rítmica das atividades.

Em 2016, Jefferson também se descobriu ator e foi um dos protagonistas do espetáculo "Navegantes", apresentado em escolas, teatros e para a comunidade. Uma grande surpresa para sua família. “Eu me senti emocionada em ver a evolução do meu filho, como pessoa e ator, o amor com que ele estava fazendo tudo ali, o sorriso de satisfação com o resultado de um longo e duro trabalho de um ano”, descreve Maria Abadia Guimarães Lázaro, mãe do garoto que, a esta altura, vive a adolescência de maneira mais tranquila, segura e feliz.

Texto publicado originalmente no site Não Perde Não


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